sexta-feira, 14 de novembro de 2008

- Alô. Hoje te encontrei nas escalas menores, nos bemóis, em notas suaves e dissimuladas. Hoje te suspirei em melodias inacabadas.
Eu não possuo o dom supremo da retórica subjetiva. Não entendo a configuração do teu pensamento metafísico, quando prefere calar e perder aquilo que poderia ser eterno, pelo medo de deslizar. O tempo escorre nas tuas mãos, você se sente vazio? Despedacei-me para te remontar, mas alguns pedaços se perderam eternamente no caminho. Eu não consigo não-terminar, entende? Eu tentei, mas as peças que faltavam definiam t o d a a e s t r u t u r a estético-psicológica e...
Eu sentei no parapeito de uma janela cujas dimensões eu não consigo descrever. Eu sentei no parapeito de uma janela com vista para além-ar, e senti meus pés flutuarem numa camada densa de suplícios tão redundantes que me deram enjôo.

Te subli m o.

Um comentário:

Lucas. disse...

que surpresa adorável, aqui!
tão bom te ler novamente depois de tanto tempo.
continue escrevendo!